quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Mudanças simples podem aumentar a segurança e a autonomia do idoso. Confira...



42. Em dobro - Quem mora em sobrados deve fazer adaptações para que os dois andares tenham banheiros, telefones etc. Isso diminui a necessidade de usar as escadas;

43. Área externa - Se possível, crie um percurso próprio para caminhada;

44. Mobiliário - Opte por móveis mais altos e não muito moles. Poltronas bem estruturadas são uma boa escolha, pois os braços do móvel servem como apoio ao levantar;

45. Luz - Privilegie a iluminação natural, já que a claridade é importante para que o idoso veja melhor o ambiente;

46. Torneiras - Prefira as de alavanca às redondas, que são mais difíceis de girar;

47. Armários - Evite guardar objetos de uso freqüente em locais muito baixos, que exigem que as pessoas se abaixem, ou muito altos, que pedem escadas ou banquinhos;

48. Bancada - Opte por uma com aproximadamente 80 cm de altura, para que seja possível cortar e preparar os alimentos sentado;

49. Jardim - Não coloque muretinhas ao redor da grama para evitar que a pessoa tropece;

50. Apoio - Escadas e rampas devem ter corrimão, preferencialmente, de uma cor contrastante, para melhorar a visualização caso esteja escuro ou o idoso sinta tontura. Certifique-se de que, após a rampa, haverá uma área plana na qual o idoso possa se estabilizar antes de seguir adiante;

51. Corredor - Deixe as passagens livres, sem obstáculos como vasos, esculturas e mesas de centro ou de canto;

52. Tapete - Evite tapetes e passadeiras de corredor, que podem escorregar;

53. Remédios - Em um local visível, coloque uma tabelinha com o horário de cada medicamento;

54. Penumbra - Instale luminárias de baixa intensidade no corredor; assim, o idoso não precisará ir até o banheiro no escuro;

55. Largura - Instale portas com um vão de 80 cm para facilitar a passagem de quem precisa usar andador ou está carregando sacolas de compras;

56. Cores - A cor da porta também deve contrastar com a cor da parede, para ser visualizada mais facilmente;

57. Maçanetas - As redondas exigem mais força na hora de abrir a porta. Troque pelas de alavanca, mais fáceis de usar;

58. Chão - Opte por pisos de uma cor só; isso evita o desconforto visual e a sensação de que há buracos e degraus no chão. Evite pisos lisos, que propiciam escorregões; quanto mais brilhante for o material, mais escorregadio ele é; prefira os antiderrapantes;

59. Apoio - Coloque barras de apoio, especialmente perto do vaso sanitário e dentro do boxe;

60. Vaso - Opte por vasos sanitários mais elevados: a altura ajuda na hora de sentar e de levantar;

61. Aderência - Substitua o tapetinho do banheiro por adesivos antiderrapantes, que também podem ser colocados dentro do boxe;

62. Pia - Certifique-se de que ela seja bem resistente e firmemente fixada, já que os idosos costumam se apoiar nela;

63. Porta - Ainda no boxe, utilize uma porta de correr. As que abrem para dentro devem ser evitadas, pois podem ficar travadas se alguém cair dentro do boxe e encostar na porta;

64. Boxe - Instale um assento dentro do boxe, para ser usado em caso de mal-estar. Mas atenção: os assentos devem ser fixos. Banquinhos de plástico são frágeis e podem virar;

65. Escoamento - Verifique se o escoamento de água no boxe é suficiente, para que o chão não fique alagado e ainda mais liso;

66. Quarto - Instale o idoso no quarto mais próximo do banheiro, para facilitar o deslocamento durante a noite;

67. Cabeceira - Posicione a cama perto do interruptor de luz ou coloque um abajur próximo à cabeceira -opte por uma iluminação suave, já que o idoso demora mais a se adaptar quando há mudanças bruscas entre claro e escuro;

68. Trava - Escolha uma tranca que possa ser aberta por fora em caso de emergência e mantenha a chave em um local acessível;

69. Obstáculo - Móveis com cantos vivos (em 90 graus) devem ser mantidos longe das áreas de passagem;

Até a próxima edição...

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Aposentado precisa combater sedentarismo para reduzir problemas físicos

Embora o envelhecimento leve ao declínio do metabolismo e da massa magra, isso não significa que seja preciso comer menos; a quantidade calórica depende de peso, altura, idade, sexo e condições clínicas.

O ideal é que toda refeição seja atraente, saborosa e variada. Para manter a massa magra, também é preciso se exercitar. Dar início a uma atividade física dá trabalho, exige disciplina, exames etc. A questão é que o sedentarismo é ainda mais trabalhoso. Afinal, não é fácil lidar com a perda de densidade óssea e de massa muscular, com o diabetes, com a hipertensão etc.

Siga as orientações:

24. Uma dieta baseada apenas em alimentos como sopa, leite e café é monótona, pobre em nutrientes e desestimula a mastigação. Quem não tem problemas para mastigar deve manter a alimentação o mais sólida possível;

25. Como a descida pelo esôfago fica mais difícil com a idade, prefira comidas úmidas;

26. Troque pães, massas e arroz refinados pela versão integral, mais rica em fibras; o consumo de fibras é importante para melhorar um problema comum nessa fase: a prisão de ventre. Alguns fatores relacionados ao envelhecimento propiciam essa constipação, como uma diminuição da superfície de absorção do intestino, que também passa a se mover menos;

27. Para facilitar a mastigação, muitos idosos adotam estratégias como descascar as maçãs ou jogar fora o bagaço da laranja. Essas atitudes devem ser evitadas, já que é nessas partes que as fibras se concentram;

28. Medicamentos laxantes devem ser usados apenas com prescrição médica. A automedicação pode piorar a prisão de ventre e levar a um desgaste da mucosa intestinal, interferindo na absorção dos nutrientes;

29. Evite o uso constante de antiácidos, que podem sensibilizar a mucosa gástrica e levar a uma gastrite. Idosos são mais suscetíveis aos efeitos adversos dos medicamentos por conta da redução da funcionalidade de vários sistemas fisiológicos e das alterações no metabolismo e na excreção das substâncias;

30. Fique atento ao consumo de cálcio, importante para a saúde óssea. Leite e derivados são as principais fontes do nutriente. Prefira os desnatados;

31.Aproveite o efeito purgante do mamão, da laranja e da ameixa

32. A percepção de sede diminui, e isso torna o idoso mais vulnerável à desidratação e agrava a prisão de ventre. Uma forma de estimular o consumo de líquidos é manter jarras de água em locais visíveis pela casa para tornar a bebida mais atraente. Aromatize com folhas de hortelã ou fatias de limão;

33. Gelatina é uma boa fonte de hidratação. A versão dietética é interessante para quem está acima do peso

34. Com o envelhecimento, o paladar também sofre alterações. A percepção do sal, por exemplo, diminui, o que pode levar a um consumo de alimentos muito salgados. Para tornar a comida mais saborosa sem exagerar no sal, tempere os alimentos com ervas;

35. A flacidez muscular não atinge só braços e pernas. Ela também afeta os órgãos fonoarticulatórios e pode gerar problemas como o desvio de alimentos para o pulmão. Engasgos e tosses freqüentes, principalmente durante as refeições, devem ser informados ao otorrino;

36. Mastigar projetando a língua para a frente também é conseqüência dessa flacidez. É possível reverter o problema com tratamento fonoaudiológico;

37. Alongamento melhora a flexibilidade e a reposta do corpo aos exercícios

38. Atividades aeróbicas, como caminhada, ajudam a reforçar os sistemas cardiovascular e respiratório. Mas idosos também precisam de musculação. Além de combater a perda natural de massa muscular, a musculação diminui a vulnerabilidade a quedas e ajuda a aumentar a densidade óssea;

39. A hidroginástica é um bom exercício para quem tem osteoporose e quer fazer uma atividade aeróbica. A hidroginástica também ajuda neste processo;

40. Se optar por caminhadas, é melhor investir mais na regularidade do que na intensidade, evitar locais muito poluídos, usar roupas e tênis adequados e proteger-se do sol;

41. Alguns esportes já ganharam versões para a terceira idade. No vôlei adaptado, os participantes podem segurar a bola e a rede é um pouco mais baixa. No basquete adaptado, a cesta é mais baixa e a bola, mais macia. Além disso, a arbitragem apita antes de um choque brusco entre dois jogadores, para evitar acidentes;


Aguarde mais dicas na próxima edição...

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Aumento da depressão está aliado á fatores químicos e psicológicos.


Na maturidade, há uma diminuição dos neurotransmissores (conexões cerebrais) ligados aos aspectos afetivos, à atenção e à memória. Neste período, o corpo libera menos melatonina (que induz o sono) e a flacidez muscular dificulta a respiração.

Doenças crônicas, aposentadoria, mortes também têm efeito danoso ao sexagenário. Somados, esses fatores compõem um quadro de risco, que pode levar à depressão. Problemas de depressão severa não são comuns, mas há muitos casos depressivos leves que não são diagnosticados.

11. Deixe o idoso responsável por funções como pagar contas. Sentir-se útil é importante para a saúde psíquica

12. Idosos têm uma resistência menor ao estresse, sendo mais afetados por pequenos aborrecimentos, como o cancelamento de um compromisso. Familiares e cuidadores devem informar as mudanças com antecedência

13. Embora o consumo de álcool costume diminuir com o envelhecimento, há um pico após os 60 anos, provavelmente associado à maior disponibilidade de tempo livre. Como o metabolismo fica mais lento, uma pequena quantidade de álcool tem efeito muito maior em idosos.

14. Tente "renegociar" as perdas: se o idoso não puder mais fazer alguns passeios, como ir ao clube, utilize o tempo vago para propor outra atividade de lazer.

15. A aflição e o nervosismo podem bloquear ainda mais a memória. Manter a calma ajuda a fluir as lembranças com mais facilidade;

16. Avalie em que situações a falha na memória é mais freqüente. Esquecer o nome de alguém que acabou de conhecer ou o local onde deixou os óculos é algo comum com o envelhecimento, neste caso, há uma diminuição da memória imediata. Já a perda da memória laboral pode ser indício de algum problema: não é normal que alguém que faz café ou tricota diariamente se esqueça do passo-a-passo dessas atividades,

17. Associações ajudam a reter novas informações. Exemplo: ao conhecer uma mulher chamada Rosa, conectar mentalmente o rosto da pessoa à imagem da flor,

18. A memória pode ser exercitada com estímulos como, por exemplo, saber sempre em que dia da semana e do mês está, ler e fazer exercícios, bem como tentar reconhecer as ervas utilizadas no tempero de um prato,

19. A rotina é uma boa aliada para quem tem problemas com a memória. Se a chave for guardada sempre no mesmo local, haverá menos chances de perdê-la.


20. Diferencie insônia de adiantamento de fase; na terceira idade, é comum que o sono chegue mais cedo, e o idoso se deite no início da noite. Quem dorme às 19h e acorda às 3h não está com insônia. O despertar ocorre porque a pessoa já dormiu durante oito horas.

21. Durante a insônia, a pior saída é ficar deitado na cama se esforçando para dormir. O ideal é levantar, fazer alguma atividade e só voltar ao sentir sono,

22. Aproveite os benefícios dos fitoterápicos. Camomila, valeriana e passiflora são ervas cujo efeito indutor do sono é comprovado. A melissa, conhecida como erva-cidreira de folha, também induz ao sono. O chá preto deve ser evitado, por ser estimulante.

23. De modo geral, praticar exercícios físicos ou tomar banho quente perto da hora de dormir atrapalha o sono, pois aquece o corpo. Mas isso está sujeito a variações individuais.

Até o próximo encontro.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Acompanhe os conselhos para melhorar a vida de quem tem mais de 60 anos.

Quase um terço dos idosos sofre queda todos os anos no Brasil

No Brasil, cerca de 29% dos idosos sofrem quedas ao menos uma vez por ano e 13% caem de forma recorrente. Além das fraturas, principalmente na região do quadril, há o risco de morte: as quedas correspondem a dois terços das mortes acidentais. O medo de cair pode afetar a qualidade de vida do idoso, que tende a diminuir a freqüência dos passeios ou dos banhos.

1. Mexer o pé antes de se levantar da cadeira melhora a irrigação sangüínea nos membros inferiores;

2. Evite chinelos, tamancos e demais calçados soltos no pé;

3. Não deixe os fios dos eletrodomésticos soltos pelo chão;

4. Trocar lâmpada e retirar a cortina são atividades arriscadas porque exigem que a pessoa estenda a cabeça para trás, o que causa uma tontura momentânea;

5. Atividades físicas que proporcionam o aumento da força muscular são fundamentais; pernas fortes dão mais estabilidade na hora de subir escadas, caminhar ou levantar da cadeira;

6. Óculos com lentes multifocais afetam a percepção de profundidade e dificultam tarefas como descer uma escada ou desviar-se de um buraco; uma solução é trocá-los por dois óculos, um para caminhar e outro para ler;

7. Cuide bem dos pés: calosidades impedem o contato com o solo;

8. Escolha um tênis com sistema de absorção de impacto e solado antiderrapante; com o envelhecimento, há uma diminuição na camada de gordura na planta do pé, o que deixa o idoso mais sujeito ao impacto do solo e ao desenvolvimento de inflamações;

9. Mantenha sob controle doenças metabólicas ou vasculares; o diabetes, por exemplo, pode afetar o labirinto (responsável pelo equilíbrio) e alterar a sensibilidade e o funcionamento motor dos membros inferiores;

10. Não compre uma bengala sem orientação profissional; a escolha do modelo precisa considerar altura, presença ou não de artrose, entre outros aspectos; repare sempre se a borracha da ponta não está desgastada, o que diminuiria sua característica antiderrapante;

Aguarde na próxima edição...

O que muda e o que não muda no corpo de pessoas com 90 anos saudáveis, sedentários ou ativos.

O CÉREBRO
Sedentário - Se for saudável, perde 25% do volume
Esportista - Perda de neurônios é inevitável, mas há maior bem-estar por conta de substâncias produzidas durante o exercício e melhor circulação sanguínea no cérebro

CAPACIDADE CARDIORRESPIRATÓRIA
Sedentário:
- capacidade decai 30%
- alvéolos pulmonares e células do coração são destruídos
- diminui expansibilidade da caixa torácica
- diminui elasticidade pulmonar
- com isso cai a reserva funcional -
- consegue-se fazer atividades como andar devagar, mas aumento do metabolismo e esforços físicos intensos podem levar à insuficiência cardiorrespiratória
Esportista
- é menor a piora na expansibilidade da caixa torácica e na elasticidade pulmonar
- destruição de alvéolos e perda de músculo não se revertem, mas melhoras funcionais compensam em até 20% essas perdas estruturais

GORDURA
Sedentário
- tecido adiposo cresce 40%
- taxa de sobrepeso atinge mais da metade de idosos
Esportista
- perda de gordura depende da intensidade dos exercícios

MÚSCULOS
Sedentário
- perde-se 50% da massa muscular (10% dos 30 aos 50 anos; depois, 1% ao ano)
- prejuízo é maior nas fibras de contração rápida, importantes em atividades como saltos e corridas curtas
Esportista
- perda de massa pode diminuir para 20% com musculação, o que equivale a um sedentário de 60 anos

VISÃO
- aos 60 anos tem-se mais catarata, que pode ser operada
- aos 90 anos pode ocorrer degeneração macular (da retina, onde se forma a imagem), que é irreversível


AUDIÇÃO
- percepção de sons agudos e discriminação auditiva reduzidas

EQUILÍBRIO
- centro de gravidade muda com perda de altura (0,5 cm a 1 cm por década), retificação do pé, arqueamento das pernas e cifose (corcunda)
- percepção corporal é alterada

RINS
- perdem anualmente 1% da capacidade após os 35 anos
- idoso tem maior risco de desidratação por ter menos água no corpo

REFLEXOS
- diminuição da condução nervosa reduz a sensibilidade ao tato e ao calor
- reflexos também são prejudicados pela perda de fibras musculares rápidas

OSSOS
Sedentário

- ossos se destroem e se restituem constantemente, mas, a partir dos 30 anos, a destruição é maior que a reconstrução
- menor concentração de vitamina D e de testosterona causa osteoporose também em homens
- em mulheres, a perda de massa óssea é três vezes maior que em homens nos sete anos pós-menopausa
Esportista
- atividades de impacto aceleram a reconstrução dos ossos
- exercícios, sol e eventual reposição de testosterona diminuem perda ao equivalente à de um sedentário de 70 anos.

Fonte: Folha

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

No Brasil, a sexualidade na maturidade ainda é tabu

Antes de fazer 67 anos - no próximo mês de Março - gostaria de fazer muito sexo com um homem de quem goste. Foi com este anúncio descomplexado, publicado num jornal de literatura, que a americana Jane Juska, professora de Inglês aposentada, decidiu pôr fim a um jejum sexual que durava há três décadas.

Divorciada e com um filho adulto, Jane, então com 66 anos, recebeu respostas de 63 homens. Acabou por se envolver sexualmente com quatro. Um deles, garante, era a cara do ator David Duchovny, estrela de “Ficheiros Secretos” e “Californication”.

Relatadas no livro “Uma Mulher de Vida Airada - Memórias de Amor e Sexo depois dos 60″ (tradução brasileira), as aventuras de Jane são a prova de que o sexo não tem idade. Os estudos mais recentes comprovam-no.

Um trabalho realizado pela Universidade de Chicago, nos Estados Unidos, revelou que cerca de três quartos dos homens e metade das mulheres na faixa etária entre os 75 e os 85 anos mantinham-se sexualmente ativos na altura em que foram entrevistados.

A autora do estudo, Stacy Lindau, afirmou ao Expresso que os resultados não a surpreenderam. “Há muitos anos que venho a estudar o tema da sexualidade na velhice e foi sem surpresa que descobri que muitos idosos são sexualmente ativos, vendo a sexualidade como uma parte importante da vida e abraçando o mesmo tipo de atividades sexuais praticadas pelos adultos mais jovens.”

No Brasil, o tema é ainda “quase um tabu”, admite a psicóloga clínica e sexóloga, Ana Carvalheira. “Quando os mais novos imaginam os seus avós a terem sexo, soltam risos e caretas, como se fosse uma coisa patética, no mínimo, difícil de imaginar”, afirma.

O médico Manuel Damas, co-autor do programa televisivo “Sexualidades, Afetos e Máscaras”, no Porto Canal, concorda. “A sexualidade não se gasta nem se esgota. Não deixo de amar, ou sequer de desejar, a partir do momento em que atinjo uma determinada idade.”

Esta visão algo assexuada da população idosa tem raízes socioculturais, convergem os dois especialistas. “Fomos criados numa sociedade em que o sexo é um privilégio dos mais novos. Dos novos e dos bonitos, com corpos magros, tonificados e atrativos”, refere Carvalheira.
É como se aos mais velhos estivesse interdito “o jogo misterioso que vai do amor de um corpo ao amor de uma pessoa”, acrescenta Damas, citando Marguerite Yourcenar. Não estranha, por isso, que o conhecimento sobre o comportamento sexual dos mais idosos seja ainda hoje limitado, focando-se, sobretudo, nas questões de desempenho e menos na atitude face à sexualidade.

É inegável que a percentagem de indivíduos sexualmente ativos diminui com a idade, mas o crescimento da população idosa impõe uma atenção cada vez maior aos seus comportamentos sexuais.

O aumento dos casos de infecção com o HIV na população com mais de 50 anos é a prova definitiva que este “é um grupo que tem sido esquecido nas campanhas de prevenção das doenças sexualmente transmissíveis”, conclui o psiquiatra Francisco Allen Gomes, que publicou o seu primeiro trabalho sobre sexualidade e envelhecimento “há mais de 30 anos”.

O sexólogo considera que a natural diminuição da função sexual ao longo dos anos não significa, contudo, que esta tenha que desaparecer. “Muitos idosos querem e são capazes de desfrutar de uma vida sexual ativa e satisfatória”, concorda Ana Carvalheira.

“Muitas mulheres de maior idade, por exemplo, experimentam satisfação sexual pela primeira vez nas suas vidas por causa de um novo parceiro, por um aumento na autoconfiança ou pelo desprendimento de antigas inibições ou hábitos”, afirma

Ainda assim, é justo reconhecer condicionantes que limitam o bem-estar físico e emocional, e podem levar à interrupção ou ausência de vida sexual ativa. Na cabeça, refere a psicóloga, estão fatores médicos. “O processo de envelhecimento está associado, naturalmente, ao aumento dos problemas de saúde.

A doença, e sobretudo, a medicação e os tratamentos, bem como a auto-estima diminuída em conseqüência do sentimento de debilidade, condicionam a sexualidade.” Sem surpresa, nota Allen Gomes, os estudos mais recentes mostram que a função sexual é, por isso, “mais satisfatória nas pessoas mais saudáveis, física e psicologicamente, e que mantenham relacionamentos afetivos”.

A própria manutenção da sexualidade, defende Manuel Damas, tem não só um “tremendo efeito fisiológico” como um “claro valor psicológico”. O sexólogo não nega a existência de alterações fisiológicas e de desempenho inerentes à idade - “até porque isso seria uma inverdade científica” -, mas considera que estas não têm de ser impeditivas ou condicionantes de uma sexualidade plena.

“Se aos 20 anos é possível correr 20 quilômetros e aos 40 correr 10, tal não significa que aos 70 anos não o faça ou sequer que se perca o prazer pelo ato de correr. Apenas terão de ser utilizadas novas estratégias para se conseguir e alterar as expectativas.” Trata-se, no fundo, de fazer uma “reengenharia de comportamentos” para poder abraçar o prazer “em qualidade e em dignidade”.

Para que os mais velhos possam viver livremente a sua sexualidade, remata Ana Carvalheira, é preciso também vencer os estereótipos socioculturais que alimentam a idéia de que eles “não têm interesse sexual, ou que os que se interessam pelo sexo são perversos, ou ainda que o sexo faz mal à saúde”. Até porque, conclui Manuel Damas, “todos nós seremos mais velhos um dia”.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Arteriosclerose: saiba o que é

Uma palavra comum no dia a dia das pessoas idosas, em consultas quando vão aos médicos é a Arteriosclerose. Apesar de ser conhecida pelas pessoas que estão na maturidade, poucos sabem o significado dela.

A professora da Escola de Educação Física e Esporte da Universidade de São Paulo, Cláudia Forjaz disse em entrevista ao site "CDOF" que a arteriosclerose significa "endurecimento das paredes arteriais".Ela disse que as "pessoas idosas costumam apresentar arteriosclerose" e ressaltou que esta doença "diminui a capacidade de adaptação do sistema vascular aos esforços, mas sem maiores conseqüências para a saúde".

A professora ressalta que "a arteriosclerose leva ao enfraquecimento e dilatação localizada (aneurismas) das artérias, que podem se romper". Claudia Forjaz alerta a arteriosclerose provoca a "diminuição do fluxo de sangue para os diversos órgãos, e em situações de aumento da demanda por oxigênio podem precipitar um infarto".

Segundo Cláudia o que pode ajudar na melhoria da qualidade de vida para o idoso são os "exercícios físicos, incluindo os exercícios com pesos". Ela disse que esta prática ajudar a "diminuir os triglicerídeos no sangue, diminuem também as lipoproteinas nocivas (LDL), e aumentam os níveis das lipoproteinas benéficas (HDL), diminuindo assim o risco de arteriosclerose". O jeito é praticar exercícios físicos mas com moderação, para garantir uma vida saudável quando se esta na fase da maturidade.